Vivências Artísticas
Surrealismo — Quando o impossível ganha imagem. Em outubro, nossa referência para as Artes Plásticas será o Surrealismo, movimento artístico que encontrou no sonho, no acaso, na imaginação e nas associações inesperadas caminhos para criar outras realidades.
06/10 – René Magritte e as Combinações Impossíveis: A arte do surrealismo
E se uma árvore ganhasse olhos, um peixe navegasse entre as nuvens ou uma flor ocupasse o lugar de um rosto? Nesta semana, o nosso ateliê mergulha no universo instigante do pintor belga René Magritte para desafiar a lógica e convidar os pequenos a olharem para o mundo com olhos cheios de imaginação e estranhamento.
Antes de qualquer explicação, as crianças são convidadas a observar atentamente obras clássicas do artista, identificando o que parece normal, o que causa estranheza e o que seria impossível no mundo real. Em seguida, partimos para uma oficina de colagem surrealista com revistas, fotografias e papéis diversos. A única regra do dia é simples e divertida: juntar elementos reais do nosso cotidiano e criar encontros absolutamente impossíveis!
O que os pequenos artistas vão vivenciar:
- Apreciação e leitura visual de arte: Contato direto com o surrealismo e estímulo ao pensamento crítico sobre o que vêem.
- Técnicas de colagem e composição: Recorte, sobreposição e reorganização de imagens para a construção de novas narrativas visuais.
- Imaginação e quebra de padrões: Exercício de liberdade criativa ao associar elementos conhecidos de formas inusitadas.
Traga seu pequeno para transformar o comum em extraordinário e descobrir: Quais combinações impossíveis cabem na sua colagem?
13/10 – Uma Obra Que Ninguém Consegue Controlar Sozinho: Cadáver Esquisito
E se a gente criasse uma obra de arte sem que ninguém soubesse o resultado final até o último segundo? Nesta semana, o nosso ateliê investiga o cadavre exquis (cadáver esquisito), uma das invenções mais divertidas e enigmáticas dos artistas surrealistas para criar em grupo através do acaso!
A brincadeira funciona em segredo e colaboração: uma criança começa a desenhar no topo da folha e dobra o papel, deixando apenas pequenas pontinhas de traço como pista. A próxima continua o desenho sem ver o que foi feito acima, e assim por diante, passando por cabeça, tronco, pernas e pés — ou misturando formas totalmente abstratas! Ao final, desdobramos o papel juntos para revelar criaturas surpreendentes e inéditas, além de experimentarmos a mesma dinâmica criando frases coletivas surpresas.
O que os pequenos artistas vão vivenciar:
- Autoria coletiva e cooperação: Criação artística compartilhada em que cada um contribui para uma obra única.
- Acolhimento do acaso e do imprevisível: Exercício de desapego do controle, celebrando o elemento surpresa na arte.
- Imaginação e narrativa visual: Construção de seres fantásticos e frases inusitadas a partir de pistas e conexões inesperadas.
Traga seu pequeno para dobrar o papel, soltar a imaginação e se surpreender com o que acontece quando criamos juntos!
20/10 – Desenhar Aquilo Que Estava Escondido: A mágica da frottage
E se o papel conseguisse “roubar” os segredos e as texturas das coisas e transformá-los em arte? Nesta semana, o nosso ateliê investiga a técnica da frottage, imortalizada pelo artista surrealista Max Ernst, que consiste em colocar o papel sobre uma superfície com relevo e esfregar o lápis de cor ou giz de cera para revelar o que estava escondido!
O Quintal é o nosso grande acervo de matrizes. As crianças saem em uma verdadeira caça às texturas, carimbando em suas folhas o relevo de cascas de árvores, nervuras de folhas, pedras, madeiras, pisos e paredes. Em seguida, vem a magia surrealista: olhar para as marcas e descobrir o que elas querem ser! A textura do tronco vira a pele de um monstro, as linhas da folha se transformam em asas e o relevo do chão revela o mapa de uma cidade misteriosa.
O que os pequenos artistas vão vivenciar:
- Pesquisa tátil e exploração do espaço: Mapeamento de diferentes superfícies e texturas presentes na natureza e na arquitetura do Quintal.
- Técnica artística de frottage: Fricção de giz e lápis para decalque de relevos e percepção de luz e sombra.
- Pareidolia e ressignificação criativa: Exercício de olhar para formas abstratas e transformá-las em desenhos figurativos, invertendo a lógica tradicional da criação.
Traga seu pequeno para esfregar o giz, revelar o invisível e descobrir o que estava escondido pelas superfícies do Quintal!
27/10 – Assemblage: Quando objetos encontrados viram outra coisa
O que acontece quando juntamos uma rolha e um galho, uma caixa e uma pinha, ou uma colher e algumas penas? Nesta semana, encerramos nossa jornada pelo Surrealismo explorando a assemblage — uma técnica artística fascinante que transforma a reunião de objetos esquecidos, materiais de reuso e elementos da natureza em esculturas e construções tridimensionais surpreendentes.
Em uma mesa recheada de fios, tampinhas, tecidos, pedaços de madeira, sementes e caixas, as crianças são convidadas a criar sem moldes ou modelos prontos. Elas dão vida a criaturas misteriosas, objetos impossíveis e máquinas absurdas que ainda nem ganharam nome. No final, fazemos a pergunta mais surrealista de todas: Para que serve isso que você inventou? — celebrando as respostas mais improváveis, poéticas e divertidas!
O que os pequenos artistas vão vivenciar:
- Escultura e construção tridimensional: Exploração da técnica de assemblage, combinando diferentes formas, pesos e encaixes.
- Sustentabilidade e ressignificação: Olhar criativo sobre materiais de reuso e elementos naturais caídos no Quintal, dando novas funções ao que parecia sem uso.
- Pensamento poético e invenção: Criação de narrativas fantásticas para explicar a utilidade de objetos que desafiam a lógica.
Traga seu pequeno para reunir achados, inventar utilidades impossíveis e dar forma ao extraordinário!
Serviço:
Nome da atividade/ação: Vivências Artísticas – Mãos na Massa
A vivência acontece nas terças-feiras as 10h30 e 16h20 (1h de duração)
Idade recomendada: 3 a 10 anos
Valor: Diária R$ 115,00 | Hora avulsa: R$ 45,00
