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Vivências Literárias 

Em outubro, vamos conhecer uma linguagem literária que brinca com as regras da realidade: a literatura nonsense. Nonsense não significa simplesmente uma história “sem sentido”. É uma construção intencional do absurdo: acontecimentos impossíveis, inversões, jogos de palavras, mudanças de escala, personagens contraditórios e diálogos que parecem seguir uma lógica própria.

02/10 – Siga o Coelho Branco: Entrando em outro mundo

Tudo começa com um coelho apressado de colete, olhando para o relógio e murmurando que está atrasado. Em vez de achar apenas esquisito e ir embora, Alice toma uma decisão que muda tudo: ela resolve segui-lo e mergulha sem medo pela toca adentro. Nesta semana, abrimos as portas da literatura fantástica explorando o icônico início das aventuras de Alice no País das Maravilhas!

Interrompemos a história logo na queda para ativar a imaginação dos pequenos cientistas e artistas: Para onde essa toca pode nos levar? O que existe lá embaixo? O que seria realmente estranho encontrar do outro lado? Em seguida, construímos a nossa própria Toca do Coelho no Quintal — um túnel vivo feito de tecidos, caixas e passagens entre a vegetação. Cada criança é convidada a atravessar esse portal carregando uma pergunta secreta, experimentando a sensação mágica de deixar as regras do mundo comum para trás.

O que os pequenos exploradores vão vivenciar:

  • Introdução à literatura fantástica: Experimentação do conceito de “portal” e suspensão da realidade a partir da narrativa clássica.
  • Exploração espacial e sensorial: Criação e travessia de túneis lúdicos que estimulam a engatinhar, rastejar e aguçar a curiosidade no escuro.
  • Formulação de hipóteses e narrativa: Exercício de imaginação guiada para prever mundos possíveis antes de virar a próxima página.

Traga seu pequeno para atravessar o nosso portal, soltar as perguntas e descobrir: O que nos espera do outro lado da toca?

09/10 – Alice Cresce e Diminui: Escala, tamanho e novos pontos de vista

 

Comer um pedacinho de bolo e crescer até o teto; beber de uma garrafinha e ficar menor do que uma chave! Nesta semana, acompanhamos um dos momentos mais icônicos e divertidos do País das Maravilhas: as constantes mudanças de tamanho de Alice e os dilemas surpreendentes que surgem quando o corpo muda de escala.

Após a leitura, nosso laboratório se volta para a investigação do espaço e das proporções. Convidamos os pequenos a olharem para o Quintal com novos olhos: Como seria o nosso jardim se a gente tivesse o tamanho de uma formiga? E se fôssemos mais altos do que a árvore mais alta? Pegamos objetos simples do dia a dia para ressignificá-los através da escala — uma simples colher, para uma Alice minúscula, vira um barco, um escorregador ou uma ponte! As crianças também criam ilustrações de proporções impossíveis, desenhando pessoas menores que flores ou gatos maiores que casas.

O que os pequenos exploradores vão vivenciar:

  • Noções de escala e perspectiva: Estímulo ao raciocínio espacial e à percepção de proporção (grande/pequeno, alto/baixo).
  • Ressignificação e narrativa fantástica: Exercício de transformar a função de objetos cotidianos a partir da mudança de tamanho do personagem.
  • Expressão gráfica e quebra de padrões: Criação de desenhos que desafiam as proporções do mundo real, unindo imaginação e observação do ambiente.

Traga seu pequeno para encolher, esticar a imaginação e responder com a gente: O que um objeto comum vira quando a gente muda de tamanho?

 

16/10 – “Quem é você?”: A Lagarta, o Gato e as conversas que confundem

 

“Quem é você?” — uma pergunta tão simples, mas que deixa Alice completamente sem saber o que responder diante da Lagarta Azul! Nesta semana, mergulhamos no coração do nonsense e do humor de Lewis Carroll, explorando os encontros inesquecíveis da nossa heroína com a Lagarta enigmática e o fascinante Gato de Cheshire, cujo sorriso permanece no ar mesmo depois que seu corpo desaparece.

Em nosso espaço de leitura e conversa, acompanhamos o choque entre a lógica do nosso cotidiano e a lógica surpreendente do País das Maravilhas. Em seguida, reunimos as crianças para uma gostosa Roda das Perguntas Impossíveis, onde o objetivo não é acertar uma resposta, mas sim saborear a arte de pensar de formas totalmente novas! Fechando a experiência, os pequenos viram autores ao inventarem suas próprias perguntas malucas para testar a sabedoria da Lagarta e o mistério do Gato.

O que os pequenos pensadores vão vivenciar:

  • Apreciação do nonsense e da linguagem: Contato com diálogos literários abstratos, estímulo ao senso de humor e expansão do repertório verbal.
  • Pensamento filosófico e poético: Reflexão lúdica sobre identidade, transformação, espaço e o invisível através de perguntas abertas.
  • Criação de diálogos e imaginação: Exercício de colocar-se no lugar dos personagens para construir respostas absurdas e criativas.

Traga seu pequeno para conversar com a gente, soltar as perguntas mais misteriosas e descobrir: Como sabemos que continuamos sendo nós mesmos depois de mudar?

 

23/10 – Um Chá Que Nunca Termina: O Chapeleiro Maluco e o tempo absurdo

 

O tempo parou às cinco horas e, desde então, é sempre hora do chá! Nesta semana, nos sentamos à mesa mais famosa e maluca da literatura infantojuvenil para tomar um chá inesquecível ao lado do Chapeleiro Maluco, da Lebre de Março e do Arganaz, onde as regras de convivência e do próprio relógio são completamente viradas do avesso.

Após a leitura do episódio, nosso ateliê se transforma em uma divertida Mesa do Chá do Avesso. Em vez de apenas montar uma cena bonita, cada criança é convidada a introduzir uma impossibilidade no cenário: xícaras gigantescas, colheres microscópicas, cadeiras nas quais ninguém consegue sentar, convites escritos em espelho e objetos totalmente inusitados ocupando o lugar dos pratos! Para completar a farra, inventamos charadas absurdas — com ou sem resposta —, descobrindo que, às vezes, o maior barato de uma pergunta é simplesmente fazer a imaginação trabalhar.

O que os pequenos exploradores vão vivenciar:

  • Desconstrução de convenções e regras: Reflexão lúdica sobre a passagem do tempo, rotinas e convenções sociais através do nonsense.
  • Cenografia e instalação artística: Composição de uma mesa colaborativa desafiando a lógica de uso, escala e função dos objetos cotidianos.
  • Invenção de enigmas e jogos verbais: Criação de charadas sem solução lógica para estimular a associação livre de ideias e a criatividade linguística.

Traga seu pequeno para sentar à nossa mesa, mudar de lugar quando bem entender e descobrir: Qual é a charada mais maluca que a sua imaginação consegue inventar?

 

Serviço:
Nome da atividade/ação: Vivências Literárias
A vivência acontece nas sextas-feiras as 10h30 e 16h20 (1h de duração)

Idade recomendada: 3 a 10 anos
Valor: Diária R$ 115,00 | Hora avulsa: R$ 45,00