A força começa no corpo e na palavra 🌿
Nesta primeira semana, convidamos as crianças a investigar as diferentes manifestações da força em suas experiências cotidianas. Por meio das histórias, das mãos que deixam marcas, do ar que movimenta elementos e do corpo que empurra e puxa, exploraremos aquilo que podemos sentir, perceber e transformar.
TERÇA-FEIRA — LITERATURA
Uma História sem Livro — A força da oralidade
A Guardiã compartilhará uma história sem recorrer ao livro durante a narrativa. A voz, os silêncios, a expressão corporal, as repetições e a participação das crianças serão os elementos que darão vida à história.
A proposta convida o grupo a perceber como as histórias podem ser transmitidas, compartilhadas e guardadas na memória, mesmo quando não estão registradas no papel.
Pergunta investigativa: Como fazemos para guardar uma história quando ela não está escrita?
Intencionalidade: Introduzir o percurso de novembro sobre oralidade, memória e ancestralidade, valorizando a palavra falada como forma de transmissão de saberes e experiências entre gerações.
QUARTA-FEIRA — ARTES E MANUALIDADES
Pressionar e Deixar Marcas — A força das mãos
Em grandes placas de argila ou massa natural, as crianças serão convidadas a experimentar diferentes gestos e intensidades, utilizando mãos, dedos e punhos, além de pedras, sementes, folhas, cascas e gravetos.
Ao pressionar, rolar, bater e arrastar os materiais, poderão observar as marcas produzidas por cada movimento e perceber como a intensidade da força transforma a superfície e a forma dos elementos.
Pergunta investigativa: Que marcas diferentes cada força produz?
Intencionalidade: Explorar a relação entre gesto, pressão e transformação da matéria, desenvolvendo a percepção tátil, a coordenação motora e a investigação por meio da experimentação artística.
QUINTA-FEIRA — CIÊNCIAS BOTÂNICAS
Como sabemos que o ar existe?
Nesta investigação, as crianças serão convidadas a explorar uma força invisível, mas presente em muitas de nossas experiências: o ar.
Por meio de experimentos com sacos de ar, bolhas de sabão, penas, folhas, sopros, pedaços de papelão e leques, o grupo poderá observar como o ar ocupa espaço e provoca movimentos, mesmo sem ser diretamente visível.
Pergunta investigativa: Como podemos perceber algo que não conseguimos enxergar?
Intencionalidade: Estimular a curiosidade científica e a observação de fenômenos naturais, favorecendo a construção de hipóteses a partir de experiências concretas com o ar e seus efeitos sobre os objetos.
SEXTA-FEIRA — CORPO EM MOVIMENTO
Empurrar e Puxar — A força em ação
Caixas, caixotes, carrinhos, tecidos e cordas serão os materiais de uma investigação corporal sobre diferentes maneiras de movimentar objetos.
As crianças poderão experimentar empurrar e puxar, explorar percursos sobre grama, terra e piso e observar o que acontece ao deslocar objetos em pequenas inclinações.
Durante as brincadeiras, serão incentivadas a perceber como a posição do corpo, o apoio dos pés, o tipo de superfície e as características dos objetos interferem no movimento.
Perguntas investigativas:
- É mais fácil empurrar ou puxar?
- Onde colocamos os pés quando precisamos fazer força?
- O que muda quando movimentamos um objeto em diferentes superfícies?
Intencionalidade: Investigar a relação entre corpo, força e movimento, ampliando a percepção corporal, a coordenação motora ampla e a capacidade de observar, comparar e elaborar estratégias diante de diferentes desafios.
Fio condutor da semana
Ao longo das quatro vivências, a força será explorada como algo que se manifesta de diferentes maneiras: na palavra que atravessa gerações, nas mãos que transformam a matéria, no ar que movimenta o mundo e no corpo que age sobre o ambiente.
Mais do que encontrar respostas prontas, as crianças serão convidadas a observar, experimentar, levantar hipóteses e construir suas próprias descobertas por meio do brincar e da investigação.
